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Trabalhadores, boêmios, ébrios e alcoólatras: tensões sociais no consumo de bebidas alcoólicas em Fortaleza (1915-1935)

Capa do livro Trabalhadores, boêmios, ébrios e alcoólatras: tensões sociais no consumo de bebidas alcoolicas em Fortaleza (1915-1935)PRODUTO ESGOTADO

Este livro nasceu de uma interrogação histórica sobre uma prática urbana aparentemente banal, sem importância, dada sua presença íntima na vida cotidiana: o consumo de bebidas alcoólicas. Historicamente, o beber etílico se constituiu como uma prática sociocultural reveladora das tensões entre consumidores e discursividades normativas.

A expansão urbana de Fortaleza nos primeiros decênios do século XX não foi isenta de contradições e conflitos sociais. A preocupação com o consumo etílico mobilizou instituições médicas, trabalhistas, religiosas e governamentais. Ao mesmo tempo, novas bebidas e espaços de consumo surgiram na cidade. Consumir cachaça, cerveja, vinho, dentre outras bebidas demarcava uma distinção social entre seus consumidores, da mesma forma que frequentar restaurantes, bares, tabernas ou bodegas. O beber em excesso passou a ser cada vez mais classificado como alcoolismo e a embriaguez noticiada diariamente nos jornais como contravenção.

Nesse campo discursivo, a preocupação com o corpo saudável, produtivo e com as regras de civilidade gerou representações opostas: cidadãos trabalhadores e ébrios habituais. O boêmio era a negação dessa bipolaridade. Nem trabalhador, nem ébrio. Para além da discursividade antialcoólica, é possível visualizar um outro campo de tensões: amigos, amantes, vizinhos, inimigos, colegas de profissão, comerciantes e fregueses que em torno do beber estabeleciam relações de proximidade e de conflito.

Dados do Livro

AUTOR: Raul Max Lucas da Costa
PÁGINAS: 228
ISBN: 978-85-7282-652-5
ANO: 2015
(VALOR: R$ 28,00)

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